'NISE – O CORAÇÃO DA LOUCURA'
O
FILME
Pouco
depois de sair do presídio, onde passou um ano e meio por posse de livros
marxistas, a Dra. Nise da Silveira
(Gloria Pires) chega ao hospital psiquiátrico público onde trabalha, no Engenho
de Dentro, no Rio. Bate uma vez no portão, ninguém ouve, ninguém abre. Bate
novamente, e nada. Bate, bate até que começa a esmurrar o portão para ser
ouvida, e, finalmente, entrar.
A cena abre “Nise – O Coração da Loucura” e sintetiza diversas
simbologias: a primeira é de que ela não
será facilmente aceita ali dentro; outra, que não será fácil entrar dentro da
mente de seus pacientes, ou, como prefere chamá-los, clientes.
O
MUSEU DE IMAGENS DO INCONSCIENTE
Por
sua discordância com os métodos adotados nas enfermarias, recusando-se a
aplicar eletrochoques em pacientes,
Nise da Silveira é transferida para o trabalho com terapia ocupacional, atividade então menosprezada pelos médicos.
Assim em 1946 funda naquela instituição a "Seção
de Terapêutica Ocupacional".No lugar das tradicionais tarefas de
limpeza e manutenção que os pacientes exerciam sob o título de terapia
ocupacional, ela cria ateliês de pintura
e modelagem com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos
com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade,
revolucionando a Psiquiatria então praticada no país.
Em
1952, ela funda o Museu de Imagens do
Inconsciente, no Rio de Janeiro, um centro de estudo e pesquisa destinado à
preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que
criou na instituição, valorizando-os como documentos que abrem novas
possibilidades para uma compreensão mais profunda do universo interior do esquizofrênico.
ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO
Considerado louco por alguns e gênio por outros, a sua figura
insere-se no debate sobre o pensamento eugênio, o preconceito e os limites
entre a insanidade e a arte no Brasil,
Foi
negro, pobre e nordestino. Foi boxeador e biscateiro. Na
noite 22 de dezembro de 1938, despertou com alucinações, depois de
peregrinar pela rua Primeiro de Março e por várias igrejas do então Distrito
Federal, terminou subindo ao Mosteiro de
São Bento, onde anunciou a um grupo de monges que era um enviado de Deus, encarregado de julgar
os vivos e os mortos. Dois dias depois foi detido e fichado pela polícia como
negro, sem documentos e indigente, e conduzido ao Hospício Pedro II. Um mês após a sua internação, foi
transferido para a Colônia Juliano
Moreira sob o diagnóstico de esquizofrênico – paranoico onde permaneceu por mais de 50 anos.
Em determinado momento,
Bispo do Rosário passou a produzir
objetos com diversos tipos de materiais oriundos do lixo e da sucata que,
após a sua descoberta, seriam classificados como arte vanguardista.
VAN GOGH – SUPOSTA LOUCURA
Existem
teorias de que Van Gogh era vítima de demência sifilítica ou que sofria de
esquizofrenia. Mas, ultimamente, tem sido reforçada a crença de que era vítima
de psicose epileptoide de fundo
hereditário, agravada por circunstâncias pessoais, como a possível sífilis,
alcoolismo, desnutrição e esgotamento, o que o exime da loucura. Era muito ligado a seu irmão Theo, afastando-se dele por um tempo devido o casamento do irmão. O casamento do irmão Theo foi a gota
d’água, pois ele passou a temer pelo afastamento da única pessoa com quem podia
contar, e por quem sentia uma grande amizade. Passou por uma forte crise de
insônias e alucinações, dizendo-se perseguido por alguém que
tentava envenená-lo. Mesmo assim, continuou trabalhando incessantemente.
Após a morte do irmão, Theo ficou inconsolável.
Acalentava muitos projetos para os dois. Passou a sofrer de depressão e
ansiedade. Com a saúde cada vez mais frágil, foi levado para a Holanda,
onde veio a falecer de “demência
paralítica” (neurossífilis), seis meses após o irmão. Willemina, irmã de
Van Gogh, era esquizofrênica, e
viveu durante 40 anos internada, e Cornelius, outro irmão, cometeu suicídio aos 33 anos de idade. Van Gogh
e seu irmão Theo encontram-se enterrados lado a lado, como sempre estiveram em
vida.
PS: Mapas Mentais:
PS: Cérebro:
http://valquiriabano.blogspot.com.br/2016/07/funcao-do-lobulo-parietal.html
PS: Como sugestão olhe as obras de : João Pery de Lind
http://valquiriabano.blogspot.com.br/2016/07/funcao-do-lobulo-parietal.html
PS: Como sugestão olhe as obras de : João Pery de Lind












A arte rompe barreiras e liberta mentes e corpos, sem duvida utiliza-la em tratamentos que visem melhorar a vida daqueles que possuem limitações é um ato de amor, meus parabéns pela iniciativa. Sou Leandro Silva do Carmo, funcionário público e grande fã do seu trabalho
ResponderExcluirEu também sou grande fã do seu trabalho em funcionandocotidiano.blogspot.com.br
ResponderExcluirAgradeço de coração seu apoio ao meu novo projeto.
ResponderExcluirParabéns pela iniciativa e pelo trabalho. Saudações de Portugal
ResponderExcluirObrigada Pery, adorei o seu trabalho, quadros perfeitos, imperfeitos, marcantes na cor, tão reais porém tão utópicos.
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